Museu de arqueologia Bargoin

Atenção as salas do rés-do-chão do museu estão a ser restruturadas após nova pintura das paredes. Serão reabertas à medida que as obras avançarem. A sala dos ex-votos, porém, mantém-se aberta ao público.

Resenha histórica

Foi estudado, em 1822 e posteriormente em 1839, um projecto de criação de um museu em Clermont-Ferrand. Somente em 1842 as primeiras colecções são reunidas e resguardadas na rua Saint-Jacques (actual rua Vercingétorix), cujo Conservador foi Jean-Baptiste Bouillet (1799-1878).

Em 1860-61, este fundo é instalado no antigo hospital da ordem dos Charitains (ângulo noroeste do jardim Lecoq) e aberto ao público.

O primeiro catálogo publicado por J.-B. Bouillet em 1861 é composto por 824 números, entre os quais a arqueologia já tem um lugar de destaque.

Graças a um donativo de Jean-Baptiste Bargoin (1813-1885), farmacêutico de Clermont-Ferrand, a Cidade manda construir na antiga praça do Taureau, entre 1899 e 1903, o actual museu que adoptou o nome do seu benfeitor. Os planos são confiadas ao arquitecto Dionnet, enquanto que os baixos-relevos da fachada são encomendados ao escultor P. Gray e as estruturas em ferro a Bernardin.

As várias escavações realizadas na Cidade e na região permitiram um crescente enriquecimento das colecções arqueológicas. Foram descobertos sítios pré históricos ás portas da cidade: Blanzat, Enval, Cébazat… Colecções importantes representam a proto-história:
“Tesouro” de Manson, Capacete dos Martres-de-Veyre, escavações da rua Descartes …

Hoje em dia, as épocas galo-romanas são as que beneficiam do mais vasto espólio de colecções excepcionais, por diversas razões: ex-votos da Source des Roches de Chamalières (séc.I ); túmulos dos Martres-de-Veyre (séc. II ); templo de Mercúrio no cume do Puy de Dome (séculos II-III) …A homogeneidade deste primeiro conjunto baseia-se naturalmente em rituais fúnebres e na religião.

Constituiu-se um segundo eixo importante com as colecções numismáticas: os Arvernes foram dos primeiros a cunhar a sua moeda na Gália, talvez desde o século III a. C., e oficinas foram descobertas pela busca arqueológica nos arredores da Cidade. Actualmente, a numismática está representada por uma esplêndida colecção gaulesa, uma colecção romana e galo-romana, e uma colecção medieval (épocas merovíngias e séculos XIV e XV). Para além do estudo da numismática na Auvergne, estas colecções de moedas abrem perspectivas sobre o mundo do câmbio e do comércio que ainda estão em fase de estudo.