Colecção

A idade do Bronze encontra-se representada por um conjunto de machados que retrata a evolução das formas dessa arma e, sobretudo pelo “Tesouro de Manson”, depósito de um bronzista, composto por mais de cem objectos: peças de arreio para cavalos, peças de armamento, elementos de adorno…

As idades do Ferro estão representadas por objectos excepcionais, tais como o capacete em bronze originário dos Martres de Veyre ou a sepultura de Sarliève, onde ainda se podem ver jóias em ferro e bronze.

Estátere de ouro

O período galo-romano é indubitavelmente o mais rico, tanto pelos vestígios de monumentos religiosos (Templo de Mercúrio no cume do Puy de Dome), como pelas descobertas únicas de conservação natural nos Martres de Veyre (vestido de lã do século II, vidrarias, restos de comida, cerâmicas,…) ou a Source des Roches (Fonte das Rochas) em Chamalières (ver de seguida).

 

É de assinalar uma admirável colecção de moedas em ouro e bronze, em particular um estátere em ouro de Vercingétorix.

Finalmente, descobertas pontuais, embora significativas, constituem outro ponto de interesse do museu, sempre relacionadas com a vida quotidiana, a religião ou o mundo dos mortos.

 

O estátere em ouro com a efígie de Vercingétorix - encontrado na região de Billom por volta de 52 a.C.


Os ex-votos galo-romanos em madeira da fonte das Roches em Chamalières

 


Os ex-votos da fonte das Roches em Chamalières foram descobertos nos alicerces de um prédio em construção, em 1968. Duas escavações de salvamento permitiram limpar o sítio e recolher vários milhares de esculturas em madeira. Estas tinham sido lançadas como oferendas, no século I da nossa era, na fonte de água mineral por peregrinos que vinham invocar a divindade das águas.

Os ex-votos estavam empilhados na bacia da fonte, cujo acesso tinha sido facilitado através da construção de um caminho em pedra. A ausência de qualquer construção nas proximidades permite qualificar o sítio de “santuário natural”. As esculturas, em faia ou em carvalho, englobam vários tipos. As mais comuns são os ex-votos “de cura”, isto é, das partes dos corpos humanos: bacias, olhos, seios, órgãos internos, braços e sobretudo pernas.

Havia igualmente representações de homens e mulheres de corpo inteiro ou bustos. A estes ex-votos antropomórficos acrescentam-se diversas representações, nomeadamente, estatuetas de cavalos e de várias plaquetas rectangulares que talvez tenham sido, outrora, gravadas ou pintadas.

A.M. Romeuf, M. Dumontet
DRAC Auvergne Serviço arqueologia


a não perder:

  • A história de "A rapariga do Cheix", o mais antigo esqueleto humano de que há memória na Auvergne,
  • a urna galo-romana descoberta em 1897,
  • o mosaico da Górgone,
  • a túnica dos Martres de Veyre.

Colecções de referência nos museus franceses: